Novas formas de morar: Coliving

É verdade, o mundo está precisando mesmo de uma boa chacoalhada, e as pessoas já estão fazendo isso! Com a busca por uma vida mais sustentável, integrada e com visão mais humana de coletivo, o coliving desponta como uma tendência que derruba, além de paredes, a crise da falta de espaços físicos e os ideais de individualização e desperdício. Um movimento que estimula a integração, a sustentabilidade e, claro, a colaboração. Ou seja, o raio x mais purista do que deveria ser uma comunidade.

O conceito de coliving teve origem com Sættedammen, uma comunidade criada na década de 70 na Dinamarca, onde a ideia era manter as moradias privadas e compartilhar espaços de convivência e atividades, como refeições e limpeza de ambientes. Com base nesse modelo de habitação, em 1988, o arquiteto Charles Durrett aplicou a filosofia em empreendimentos nos Estados Unidos, onde até hoje mantém a The Cohousing Company, uma organização que acredita no convívio compartilhado como elemento essencial para uma sociedade mais sustentável. Essa ideia ganhou força e atualmente, o manifesto criado pela Coliving.org, resume os fundamentos desse movimento:

  • Comunidade em harmonia com a individualidade
  • Aproximação de pessoas e troca de experiências
  • Consumo pensado na colaboração
  • Projeção compartilhada de residências
  • Economia de recursos naturais
  • Divisão de decisões e tarefas

Você pode pensar: “isso é igual a uma república estudantil”, mas não é bem assim. Economizar não é a questão central, é uma escolha feita por pessoas de idades e perfis bem variados. Amigos, casais, irmãos, ou até famílias inteiras, em sua maioria pessoas formadas, pós-graduada e bem-sucedida profissionalmente. Os adeptos afirmam que o objetivo é compartilhar experiências e viver da forma mais sustentável possível.

FOTO DIVERSIDADE
fotos by Pinterest

Apesar de não ser a questão central, a economia é um excelente benefício. O coliving pode ser uma oportunidade para obter uma melhor qualidade de vida. Em coletivo as pessoas podem custear casas maiores e melhor localizadas, as co-houses costumam ser bem espaçosas, com jardim, piscina e churrasqueira, um privilégio que pessoas e/ou famílias morando individualmente não teriam como viabilizar financeiramente. Geralmente cada um tem seu quarto, enquanto que as áreas comuns (copa, cozinha, sala, lavanderia e área de lazer) são usadas por todos. As tarefas domésticas são divididas, assim como as despesas.

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No Brasil, a maior defensora do tema é a arquiteta Lilian Lubochinski, fundadora da Cohousing Brasil, uma consultoria para projetos na área. Sejam em projetos de espaços de coliving para idosos, ou para educação colaborativa de crianças, a filosofia vem se espalhando em diversos campos e gerando ricas discussões sobre como as pessoas vivem e se relacionam com o mundo e principalmente umas com as outras.

Enfim, se você se interessou e pensa em viver em um coliving, dá uma olhada nesse site, aqui você pode encontrar seus pares para se aventurar nessa experiência engrandecedora! E se você já mora em um coliving, conte aqui sua história!!

E assim encerramos essa série de posts sobre as novas formas de morar, espero que tenha te ajudado a refletir sobre o modo como estamos vivendo e o que precisamos mudar/adaptar, afinal os recursos são esgotáveis!

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